Todo ponto de vista é a vista de um ponto

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Deus fala

Deus sempre falou com a humanidade. Falou na história, pela história. E acredito que Ele ainda fala.

Eu o ouço. Não se espante, não fiquei louco. O que aconteceu é que passei a ouvir com mais atenção. Treinei meus ouvidos. Ajustei minha interpretação. Procurei o caminho da sensibilidade. Da humanização. Do amor.

O ouço na risada do bebê que brinca com a comida; na gritaria das crianças que correm no parque; às vezes sua voz tem tom feminino, de mãe aconselhando filho, outras, tom masculino, de pai fazendo piada pra ver a filha sorrir.

O escuto no lamento diante do acidente; no silêncio desesperado do marido que perde a esposa prematuramente; no grito agudo da mulher que é abusada; no choro de fome das crianças do sertão; no sussurro envergonhado de quem é excluído; nas palavras desamparadas de quem não tem onde dormir ou o que vestir; muitas vezes sua voz é rouca por causa de sua garganta sedenta.

Ouço Deus nas palavras das hospitaleiras que recebem pessoas em casa, servem comida à vontade e cedem a cama; ouço Deus pela voz do professor que luta para educar; nos lábios de quem reage contra a injustiça; nas palavras apressadas do médico para que a vida não se vá; sua voz é nítida e forte saída da boca do bombeiro que orienta buscas no morro soterrado.

Ouço sua angustia diante das absurdas injustiças sociais, de toda opressão econômica e política; ouço seu protesto na voz de quem se sente palhaço votando; sua voz é fraca nos lábios de quem foi humilhado, mas forte quando emitida por quem quer dignidade.

Já ouvi sua voz serena conceder paz e perdão ao errante; já escutei suas palavras misericordiosas ditas ao culpado; ouço-o nas palavras de quem não perde a esperança diante do caos; na confiança de quem acredita no amor; no trincar de dentes do menino soldado que não desisti da vida.

Sua voz é afinada no canto da faxineira que levanta de madrugada para sustentar os filhos; é empoeirada no pedreiro que não almoça para poder jantar; é molhada na boca da lavadeira que alimenta o pai doente; é amarga na boca de quem tem amor ausente.

Voz de justiça nos lábios do juiz íntegro, do advogado responsável; voz de igualdade social emitida pelo economista banqueiro dos pobres; voz profética na boca do padre que denuncia a indiferença, na boca o pastor que aponta a corrupção.

Ouço-o na beleza das palavras do poeta; na música do compositor apaixonado; nas mãos de instrumentistas habilidosos; nas páginas dos escritores vislumbrados com o mundo; na arte de quem reverencia a vida humana.  

Sua voz nunca tem tom de poder, de soberania, de imposição. Ao contrário, o ouço na fraqueza do nazareno crucificado.

Deus se revela pela Palavra. Palavra encarnada, jogada na vida, mundana. Por isso é possível ouvi-lo.

A questão, então, não é se Deus fala; é quem está disposto a ouvi-lo.

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agosto 31, 2010   2 Comentários

A razão do meu voto na Marina Silva

A razão do meu voto na Marina Silva

Escrevo para fazer campanha, e não para justificar meu voto. Quero repartir meus pensamentos políticos com a intenção de influenciar o seu. Talvez não consiga, mas tentei.

Penso que o Brasil precisa de uma ampla reforma política. Nosso sistema precisa ser moralizado; precisa se comprometer com a ética. Do jeito que estamos, é difícil acreditar nessa reforma. Precisamos de um novo sujeito político para uma nova política.

Nesse sentido, penso, inclusive, que o Plínio Arruda seja uma boa opção. Há, pelo menos em seu discurso, uma ruptura com o modelo vigente. Se você vai votar nele, de certa forma estou com você, pois o considero um bom candidato e com uma proposição política mais moral e ética do que a atual.

Contudo, penso que a Marina Silva é a personalidade mais forte, com mais capacidade, com mais articulação e com mais interesses éticos e morais. Inclusive, é reconhecida internacionalmente como umas das pessoas mais importantes e influentes do mundo. Na figura dela, penso que é possível um novo paradigma político: ela pode ser a primeira de uma nova geração.

Veja o “efeito Lula” depois de seus longos anos na Presidência da República: as atuais propagandas políticas giram em torno da origem humilde e pobre dos candidatos. Toda propaganda do Serra gira em torno de torná-lo um “Lulinha”: de origem humilde, militante dos pobres. Seu programa político tem forró e gente de sotaque nordestino.

Lula colocou os pobres num lugar de suprema importância política. Agora, eles são importantes. Seus votos são importantes. Seus pensamentos são importantes – para mim, um dos maiores feitos políticos de Lula.

Assim, acredito que a Marina pode provocar também um efeito, um novo efeito: tornar necessário caráter, integridade e reputação para as próximas candidaturas. Bom como o “efeito Lula”, o “efeito Marina” pode trazer a tona um novo conceito.

Fico imaginando a propaganda política de 2014, sob o “efeito Marina”: as propagandas políticas girando em torno de evidenciar a moral, a ética, a integridade e a honestidade dos candidatos, além da relevância mundial de suas personalidades.

Nada muda da noite para o dia. O Brasil precisa de muitos anos para se acertar politicamente. Vale lembrar que ainda estamos engatinhando dentro da democracia, como recém nascidos. Há muito que fazer politicamente no Brasil, a despeito de todas as decepções, frustrações e feridas. Não podemos desistir, e nem deixar que o ceticismo político se instale em nosso espírito.

Estamos só começando. Acredito que a Marina é o fôlego que precisamos.

Lucas Lujan

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agosto 28, 2010   1 Comentário

Um conto ligeiro

 Ontem contemplei o vapor, alguém até o tentou pegar. Surgia intenso e ia afastando-se de sua origem desaparecendo aos poucos em segundos não restava mais nada… Tudo muito rápido, estava aqui e não está mais, sumiu, misturando-se com o nada.

Não sei para que serve o vapor, pois mesmo em sua melhor forma, não era palpável. Tentar pega-lo, como diria o sábio, é correr atrás do vento, ou, procurar o arco-íris, inútil, é vaidade.

Jogado numa profunda reflexão a luz das escrituras, descobri que minha vida e à maioria das coisas que me desgastam são como o vapor. Minha vida passa depressa, o tempo é guloso, vai me tragando e nem percebo a velocidade.

Ontem mesmo, eu era um garotinho, preocupado como fugir das valiosas palmadas de meus pais – Um artista, minha arte, travessuras – Sumiu, como uma neblina.

 Da minha infância, tenho só a saudade e vez por outra, sou flagrado tentando lembra algum evento, é como um exercício de memorização, na verdade não quero perde-los. Mas não tem jeito, já se foi, entre os meus dedos, exatamente como tentar pegar a fumaça.

Minha adolescência foi um tiro. Acordei hoje para descobri, mais uma vez, que já comecei os primeiros passos da idade adulta. Um dia desses tive que fazer as contas, para saber minha idade.

Não aceito a idéia que o tempo está passando, no meu aniversario me iludi em acreditar que era um garoto, mas alguém muito maldoso, fez com que voltasse a realidade.

Antes era fugir das palmada – hoje minhas preocupações são outras – Como estabelecer minha vida financeira e profissional; como ser importante e prestigiado. Fico horas afio inconformado com meu merecido anonimato.

Na verdade o que me desgasta, são coisas mesquinhas, que somem aqui mesmo, sem o menor valor Eterno, um vapor do nada e eu sigo correndo atrás dessa brisa.

Além de não chegar a lugar algum, o tempo vai passando e não aproveito este que é o presente maior dado por Deus, o agora.

Como um tolo, empacoto meus momentos com a fumaça, para depois olhar no espelho e perceber que não pareço mais comigo, como diria o poeta, o meu pai está me invadindo.

Rejeito as rugas, enquanto deveria rejeitar a mediocridade dos meus dias. É triste olhar para traz, e dar razão ao Millôr, escrevemos nossas historias com um lápis, mas sem borracha.

 Como gostaria saber investir no que é Eterno. Cuidar de pessoas, ligar para amigos, ser uma voz de paz entre as discórdias, ser um ombro aos que choram, ser altruísta neste mundo egoísta, ser um divulgador do Reino Eterno de Jesus.

  Para onde vou? Para o que vim? O que estou fazendo aqui?

  Senhor tenha misericórdia de mim.

Jessé

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agosto 24, 2010   2 Comentários

A Verdade seduz

A Verdade seduz

Parar para pensar: eis uma prática constante em minha vida nos últimos anos. Minhas idéias não descasam. Talvez isso tenha nascido como resultado dos castigos da minha mãe: - vá para o quarto pensar!, mas é mais provável que não; acredito que minha mania de pensar tem outra gênese.

Considero que ela nasceu, entre outras coisas, dos meus erros, e também dos acertos, claro. Sempre tento equacionar ambos, a fim de encontrar uma maneira melhor de ser. Reflito muitas horas do meu dia sobre coisas que passaram, e quem fui nelas. Tento aprender lições.

Acima de tudo, entretanto, penso que minha paixão pelo pensamento nasceu quando passei a acreditar haver uma Verdade.

Não. Não acredito que minha racionalidade poderá me propiciar um encontro com a Verdade. Ela não pode ser deduzida logicamente, pelo uso da razão apenas. Certamente, existem elementos da Verdade que não podem ser decodificados intelectualmente. Sei disso porque me encontro com Ela no amor, que não está na categoria da racionalidade.

Amo minha família, minha esposa e meus amigos. Eles têm produzido a razão da minha existência, são muito responsáveis por quem sou – e nisso há Verdade, sem dúvida… Mas escapa à razão. Não posso nem começar a explicar porque amo minha esposa. Contudo, até mesmo nessas relações há elementos que precisam ser pensados, refletidos, não para decodificar, mas para cuidar que essas relações sejam mantidas.

Penso que a Verdade seja assim: não é possível de ser conhecida plenamente, decodificada, mas é possível de ser refletida, para que a vida seja mantida. Não conheço completamente a Verdade, mas tenho representações, lampejos, aproximações. São provisórias, mas preciso pensar sobre elas, inclusive, para saber quando devo me livrar de certas “verdades” que perderam plausibilidade.

Sempre me faltam recursos substanciais na reflexão. Na empreitada de refletir descobri que sou extremamente limitado. Em função disso, minhas reflexões nem sempre são lúcidas. Mas continuo. Tomo emprestado teorias da filosofia, teologia, sociologia e outras que estiverem ao meu alcance. Porém, não quero estar preso à rigidez metodológica, ou ao rigor científico disciplinar das ciências humanas: quero o novo. A novidade. Fugir às regras gramaticais. 

Confesso que não penso por livre e espontânea vontade. Penso por desejo. Sou seduzido. Quando me percebo já estou sendo arrebatado. Em catarse, projeto mundos e possibilidades. Mas descobri que não sou seduzido pelo pensamento, sou seduzido pela Verdade que procuro. É Ela que me faz tanto pensar.

Sei que há uma Verdade justamente porque me arrebata. Me tira da realidade, me arranca do mundo, e, depois, me devolve, transformado, com um novo olhar e com nova disposição. Acontece sem aviso, de sobressalto: na mesa com amigos, na cama com a esposa, no trânsito, no púlpito, no beijo da minha mãe, no abraço de quem chegou, na lágrima de quem partiu, no sorriso do bebê, no sofrimento do pai.

Percebi que a Verdade não precisa se impor. Não precisa da força. Não precisa de defesa, de advogados. Ela vem e arrebata. Depois vai embora, deixando transformado a quem possuiu. Esse é o seu lampejo.

Em um desses lampejos, vi Jesus. Sou rosto foi clareado, e contemplei a doçura de seu olhar, a serenidade da sua presença. Um amor profundo invadiu minha alma. Fui transformado. Fiquei cego por alguns dias.

Depois desse encontro, passei a ver Jesus constantemente nesses arrebatamentos. Não sei contar quantos encontros tive com ele. Por essa razão, não consigo mais deixar de associá-lo com a Verdade. Antes tinha encontros arrebatadores com a Verdade, agora, Ela tem um rosto. A experiência é a mesma, mas agora com identidade. A cada novo encontro, uma nova transformação. Ainda preciso de muitos encontros.

Nas minhas experiências com a Verdade, descobri que Ela tinha o rosto de Jesus. Um rosto humano, semelhante ao meu. A Verdade está em na humanidade, encarnada. Jesus é a minha Verdade não porque está em escrito em algum lugar, porque mesmo que não estivesse, continuaria sendo. Ele a é por sua aparência.

Jesus se parece com a Verdade, e ele é todo amor. Logo, A Verdade e o Amor são uma coisa só, harmonizada em sua pessoa. Aqui faço uso do raciocínio, porque não quero perder de vista o que se desvelou. Contudo, é apenas uma aproximação: Jesus – a Verdade e o Amor – são muito maiores do que posso descrever. Mas sinto intensamente.

Assim vou caminhando, aceitando as representações e as aproximações, me deixando arrebatar e ser transformado. Posso estar equivocado sobre a Verdade, com uma representação inadequada? Sim, certamente. Mas estou apostando que não. É isso que chamo de Fé.                                     

Eu não tenho a Verdade, mas Ela me tem. Eu não a conheço plenamente, mas Ela me conhece. Para mim, isso basta.

Lucas Lujan

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agosto 6, 2010   2 Comentários

Fraqueza de Deus

José Comblin

Boa parte do ateísmo contemporâneo baseia-se na objeção enunciada com muita força no passado por J. P. Sartre e retomada pelos seus discípulos: “Se Deus existe, eu não sou nada”.

Se existe um Deus onipotente, o que ainda sobra para mim? Essa presença ao meu lado do poder absoluto torna irrisórias todas as minhas ações. Diante do infinito, todo o finito torna-se irrelevante. Há muitas maneiras de enunciar o argumento.

A objeção foi formulada desde a Idade Média, mas não conseguiu convencer. A resposta diz que Deus e o homem não se situam no mesmo plano, como duas liberdades em competição.

A resposta não convenceu porque durante séculos os teólogos debateram a questão da predestinação, isto é, da compatibilidade entre a liberdade de Deus todo-poderoso e a liberdade humana. Assim fazendo, situaram no mesmo plano as duas liberdades. Se os teólogos – tomistas, dominicanos e jesuítas – tomaram essa posição durantes séculos, não é estranho que filósofos façam a mesma coisa.

De qualquer maneira, a pessoa sente tantas vezes o conflito entre a sua vontade, o seu desejo e o que diz que é a vontade de Deus, que a reação parece inevitável. Os sartreanos sustentam que, para ser livre, é necessário negar a existência de Deus. Infelizmente para eles, Deus não depende das negações ou das afirmações de Sartre.

A verdadeira resposta está na fraqueza de Deus. O nosso Deus é um Deus “escondido” – tema constante da tradição espiritual cristã.

É um Deus que se manifesta no meio da nuvem, que se faz perceptível, mas não impõe a sua presença.

A liberdade consiste justamente nisto: diante do outro, a pessoa pára, reconhece e aceita que exista. Abre espaço, acolhe. Longe de dominar, escuta e permite que o outro fale primeiro. Assim Deus suspende o poder de Deus.

Nenhuma evidência, nenhuma ameaça, nenhum constrangimento, não força nem obriga. Deus permite e deixa fazer. Deus respeita o outro na sua alteridade e permite, até mesmo, que o outro se destrua sem intervir. A liberdade de Deus consiste em permitir e ajudar a liberdade do menor dos seres humanos. A liberdade de Deus reprime o poder. Torna-se fraca para que possa manifestar-se a força humana.

O hino de Filipenses 2.6-11, núcleo da cristologia paulina, expressa essa fraqueza de Deus. Pois o aniquilamento de Jesus incluía o aniquilamento do Pai: “Esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de escravo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se a foi desobediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2.7-8).

Deus escondeu o seu poder até a ponto de as autoridades de Israel não o reconhecerem.

É desta maneira que Deus se dirige às pessoas: sem intimidação, sem poder, na dependência de seres humanos, entregando a própria vida nas mãos de criminosos. Quem dirá que dessa maneira Deus faz violência às pessoas?

Como comentou Levinas, o outro é o desafio da liberdade, a provocação que a desperta. Diante do outro há duas atitudes: examiná-lo para ver em que lê me poderia ser útil ou qual é a ameaça que representa para mim, ou então, perguntar-me o que eu poderia fazer para ajudá-lo.

A liberdade de Deus autolimita-se. Diante da sua criatura, Deus limita sua presença. Deus preferiu antes deixar que crucificassem o seu Filho a intervir para impedir tal justiça. Trata-se de fraqueza voluntária.

É verdade que durante muitos séculos, sobretudo na pregação popular, os pregadores apresentaram uma concepção bem diferente de Deus. Usaram temas e comportamentos da religião popular tradicional: medo diante do trovão, medo da seca e de cataclismos naturais – entendidos como castigos divinos –, medo das doenças recebidas também como castigos e assim por diante.

Era fácil despertar o temor a partir de idéias puramente pagãs ou supersticiosas. Essa pregação de terrorismo religioso podia dar resultados imediatos, levando milhares de pessoas aos sacramentos. A longo prazo, porém, destruíram as bases da credibilidade da Igreja. Hoje a maioria das pessoas deixaram de ter medo do trovão, não sendo mais motivo para temer a Deus, como foi no passado. Naquele tempo achou-se válido o método do temor, todavia hoje recolhe-se os frutos dessa pastoral.

Pensou-se que os povos precisassem temer um Deus forte – e desprezariam um Deus fraco. Tais erros se pagam cedo ou tarde. Estamos pagando hoje esse preço.

Deus torna-se fraco porque ama. Quem mais ama é sempre mais fraco. Não será essa a grande característica das mulheres? Quase sempre amam mais, e, por isso, sofrem mais. Porém, nessa fraqueza consentida não estará a maior liberdade?

Nessa fraqueza a pessoa vence todo o egoísmo, todo o desejo de prevalecer, toda a preguiça de aceitar maiores desafios. Exige mais de si própria, vai mais longe, além das suas forças. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (João 15.13). Aí está também a expressão suprema da liberdade.

A fraqueza de Deus vai até a ponto de se tornar suplicante. O versículo predileto do saudoso teólogo latino-americano Juan Luís Segundo diz; “Eis que estou batendo na porta: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo (Apocalipse 3.20).

Deus bate na porta e aguarda. Se não é atendido, afasta-se e continua o caminho. Somente entra se é convidado. Depende do convite da pessoa. Deus torna-se pedinte, suplicante.

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agosto 4, 2010   2 Comentários

Cristãos Fundamentalistas

Rubem Alves

CRISTÃOS FUNDAMENTALISTAS são os que acreditam que as sagradas escrituras foram ditadas diretamente por Deus e que, por isso, tudo o que nelas está escrito é sagrado, verdadeiro e deve ser obrigatoriamente obedecido para sempre. A verdade divina está fora do tempo. Aquilo que Deus comandava há 3.000 anos é válido para hoje e para todos os tempos futuros.

Digo isso a propósito de uma carta dirigida a Laura Schlessinger, conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos que tem um desses programas interativos que dá respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone. Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18:22. Um ouvinte escreveu-lhe então uma carta que vou transcrever:

“Querida doutora Laura, muito obrigado por se esforçar tanto pra educar as pessoas segundo a lei de Deus. (…) Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas e sobre a forma de cumpri-las: gostaria de vender minha filha como serva, tal como o indica o livro de Êxodo 21:7. Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?

O livro de Levítico 25:44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que não sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto? Por que não posso possuir canadenses?

 Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual (Levítico 18:19, 20:18 etc.). O problema que se me coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.

Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35:2 claramente estabelece que quem trabalha aos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira, aliviar-me dessa obrigação aborrecida?

No livro de Levítico 21:18-21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de Deus?

Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que quem tocar a pele de um porco morto fica impuro. Acontece que adoro jogar futebol americano, cujas bolas são feitas de pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se usar luvas?

Meu tio tem um sítio. Deixa de cumprir o que diz Levítico 19:19, pois que planta dois tipos diferentes de semente ao mesmo campo, e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes -a saber, algodão e poliéster. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-la? Não poderíamos queimá-la numa reunião privada?

Sei que a senhora estudou esses assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda. Obrigado de novo por recordar-nos que a palavra de Deus é eterna e imutável”.

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julho 29, 2010   Nenhum Comentário

Testemunha da esperança

Quem diria…

Também vi o mundo mudar.

E as esperanças?

Sonhava em participar das bravuras,

Que mudaram meu tempo.

Minha formação familiar e religiosa

Roubou-me da utopia comunista.

Não fui um, “cara pintada”.

A cara da esperança.

Dei-me por gente

E a ditadura acabou.

Esperança em preto e branco.

Não votei, mas torci.

Que vergonha…

Um almofadinha

Disfarçado de esperança.

As utopias foram desfeitas,

Bem na minha frente.

Nas telas:

É muro que cai;

Um mito que vai;

Um vermelho revela o seu desbote.

Esperança sem cor.

Mudanças de outrora,

Dos franceses, ingleses,

Não foram brindados com imagens.

Esperança sem cara.

Mudança do tempo, do desenvolvimento,

Vemos e nos chocamos.

Como ainda somos atrasados.

Contemporâneos das esperanças!

O homem evolui:

Pra criar duas grandes guerras;

Pra desenvolver armas de destruição em massa;

Pra usá-la contra as esperanças.

Acabar com a escravidão,

Sem erradicar a fome!

O berço da humanidade,

A nossa mãe  

Segue definhando.

Só que agora é

Ao vivo e a cores.

Nas telas planas, plasmas, LCD e outras mais…

Esperança virtual

Gente espoliada, mundo livre!?

Mundo real.

Cadê as esperanças?

Eu evoluí?

Deitado em minha cama,

Vejo o mundo.

Acompanho tecnologia nascer e morrer,

Orgulho capitalista desaba em escombro,

O retirante operário virar presidente,

O dinheiro verde e forte enfraquece,

Gigantes desabam,

Um negro vira o homem mais poderoso da terra,

Moeda única do bloco poderoso

Cambaleia junto com as esperanças.

Quem diria. 

Eu!

Testemunha ocular.

Fomos encontrados no mapa,

Mas cadê as esperanças no atlas?

Qual será a missão da minha geração?

Penso que é salvar o mundo.

Salvar de nós mesmo.

É salvar as esperanças.

Lixo, devastação da nossa casa.

Fome, devastação do nosso próximo.

Guerra, devastação do nosso amor.

Egoísmo, devastação das esperança.s

 Vi sim, o mundo mudar,

Não o vi evoluir.

Sonho em participar das mudanças.

Mas não tenho coragem.

Fico aqui covardemente,

Assistindo de camarote.

Esperança está deitada.

Ainda há.

Tem que haver.

Tenho que despertar.

 Tenho que deixar

Esperança para meus filhos.

Trazem a força,

Eles são as esperanças.

Vejo esperança

Sempre renascendo.

Esperança talvez seja de cor verde.

Mudanças,

Não importa a muito a cor.

Enquanto houver essa possibilidade

Ainda haverá esperança.

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julho 13, 2010   Nenhum Comentário

Dias Flat

Eclesiastes 4:5-6

O tolo cruza os braços e destrói a própria vida.
Melhor é ter um punhado com tranqüilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento.

Nas últimas semanas, temos vivido aqui em Fortaleza dias em que o mar deu aquela baixada característica do meio do ano. Temos vivido dias flat e para quem surfa é horrível!

Olhamos pro mar, checamos na internet e dificilmente encontramos instigação pra dar uma caída. Desanimamos diante da situação.

É uma tendência natural do ser humano desanimar quando as coisas não estão como queremos. Perdemos o gás. Muitas vezes desistimos até do que estávamos buscando realizar ou ser.

Salomão convida a mim e a você a perceber que precisamos ter sabedoria para lidar com a vida e com suas contingências, suas dificuldades, suas frustrações.

Diante da competição da vida e das frustrações, não devemos desistir mas, também, não podemos ter a ambição de correr atrás de vendermos a nossa própria vida para sermos vitoriosos. Vender a própria vida, viver escravo de algo, como diz Salomão, é correr atrás do vento. E caminhar em direção ao vazio.

Muitas vezes, quando nos defrontamos com impasses, com dificuldades ou quando as coisas não ficam como queremos, nos decepcionamos, nos desanimamos e muitas vezes desistimos do que queremos.

Precisamos perceber que a vida não é um mar de rosas e que ela não existe para que as coisas aconteçam tudo certinho conosco. A vida possui contingências, situações que acontecem sem serem programadas.

A vida é contingencial.

Muitas vezes, temos a impressão de que ser cristão, ser um discípulo de Jesus, nos fará pessoas que não mais sofrerão, pessoas que vivem uma eterna felicidade e que, na vida, tudo tem que dar certo.

Isso é uma ilusão porque a própria bíblia diz que o sol nasce para todos e que Deus ama a todos, pois, ele amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho, Jesus, para que todo aquele que nele quer não morra mas tenha a vida eterna. (João 3.16)

Jesus nos convida a conhecer a verdade e diz que se a conhecermos ela nos libertará.

Ele não disse que se conhecermos a verdade nós iríamos ser felizes constantemente e que não teríamos mais problemas na vida.

Ele disse que ela nos libertaria e que ele era essa verdade. Ele diz: Eu sou o caminho a verdade e a vida.

A verdade não produz necessariamente felicidade.

A verdade produz lucidez para vivermos.

A verdade nos permite perceber o Criador das Ondas agindo na nossa vida.

Quando vivemos e executamos nossas atividades diárias onde temos a consciência que Deus se faz presente na nossa vida, estamos orando e, portanto, nos relacionando com Deus.

O Criador das Ondas quer se relacionar comigo e com você. Ele nos fez para isso, para construirmos um mundo melhor segundo os seus sonhos, seus projetos.

Ser cristão, ser um surfista cristão, não quer dizer que tudo é perfeito, que tudo é certinho na vida.

Jesus mesmo disse que no mundo nos teremos aflições, mas, que precisamos ter bom ânimo, pois, ele venceu o mundo.

Quando Jesus foi conduzido pelo Espírito para o deserto, o diabo lhe ofereceu uma vida segura, sem imprevistos.

Jesus sofreu três tentações que lhe ofereciam vida segura, sem imprevistos. Mas Jesus rechaçou porque eram mentiras. A vida que o diabo oferecia não existe.

Fugir da crueza da vida é uma tentação, pois, queremos que tudo seja certinho.

Precisamos perceber que a vida é feita de momentos de alegria, momentos de tristeza, momento felicidade, momentos de dor, momentos de situações maravilhosas, momentos de situações difíceis, momentos de grandes ondas e de grandes swells, momentos totalmente flat, sem onda nenhuma.

O conjunto desses momentos é que fazem a vida e o Criador das Ondas quer viver cada um desses momentos ao seu lado.

Ele quer lhe dar lucidez para que possa tirar sabedoria e aprendizado de cada situação. O Criador das Ondas quer nos ensinar a viver a vida abundante que Jesus nos prometeu.

Permita, perceba que viver diferente disso não nos leva a lugar nenhum.

Viver da nossa forma faz com que sintamos frustração quando as coisas não ficam como queremos.

Não quer dizer que ao lado do Criador das Ondas acharemos bom quando as coisas não rolam. Significa que temos a oportunidade de aprender com a frustração, aprender com o dia flat. Temos a oportunidade de aprender olhando para a Sabedoria do Criador.

Precisamos olhar de outra forma para nossa vida.

Precisamos perceber que mesmo os momentos aparentemente apáticos e frustrantes são momentos onde a presença de Deus pode nos ensinar muito.

Nossos corações acabam endurecendo quando não caminhamos com o Criador e esse endurecimento tira a oportunidade de percebermos o Criador diante de situações frustrantes, situações contingenciais.

Acreditamos que Deus só vai estar presente na igreja, no ambiente religioso ou no ambiente onde tudo é perfeito e dá certo.

Deus está em toda nossa vida, pois toda ela é sagrada.
Precisamos estar sensíveis ao que Deus tem a nos falar nos lugares mais simples do nosso dia a dia. Isso tem haver com nosso desejo verdadeiro de caminhar ao lado dele.

Tudo faz parte de um grande estilo de vida que é ser cristão, que é ser um discípulo de Jesus.

Boas Ondas.

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julho 6, 2010   Nenhum Comentário

Vivo está o Eterno Agnus Dei

Morte! Uma vitória.

Parecia o evento mais frustrante, na verdade era o fim da utopia mais esperada pela humanidade, o Eterno Cordeiro de Deus era conduzido ao sacrifício.

Foi no alto do Calvário que Ele encerrou toda a nossa culpa.

Porque antes de celebrar a ressurreição devemos lembrar que, a morte de Cristo é sim a vitória sobre o pecado.

Assim como o natal está para a páscoa, o nascimento está para morte e a morte está para a ressurreição.

É exatamente como a sexta-feira santa e o sábado de aleluia estão para o domingo de páscoa.

Como haveria vida sem nascimento?

Como haveria morte sem vida?

Como haveria ressurreição sem morte?

Ora, não havendo vida justa e morte injusta, como existiria vitória sobre o pecado?

Como um fato não existe sem o outro, ambos são importantes.

A ressurreição é conseqüência da vitória, a confirmação do que era impossível finalmente aconteceu.

Por isso:

Páscoa não é apenas um evento em nosso calendário, é a certeza de que Jesus o Cordeiro Pascal venceu de uma vez por todas o nosso maior inimigo.

Páscoa é a celebração da liberdade.

Páscoa é saber que podemos ter uma sexta-feira sangrenta, um sábado de luto, mas ter certeza que um domingo magnífico está por vir.

Páscoa é a confirmação que somos amados de Deus.

Páscoa é a lembrança de que vida eterna foi conquistada em Jesus Cristo o Eterno Cordeiro de Deus.

Aleluia!!!   Jesus o Eterno Agnus Dei.

http://www.youtube.com/watch?v=ZajkWr3QbTY&feature=related

Vida! Uma confirmação

A cada passo dado por Cristo nas ruas estreitas de Jerusalém, não deixavam apenas pegadas de sangue, ficava na verdade marcado para sempre na historia da humanidade que um homem foi capaz de carregar em suas costas todo o peso do pecado.

 A cada metro caminhado em direção ao calvário era como se fosse uma contagem regressiva para aquele que estava para ser derrotado.

 A via dolorosa para os que o acompanharam não se limitou apenas a àqueles becos e na subida do monte, ela continuou com a consumação de seu sacrifício, a retirada do seu corpo da cruz, o sepultamento, o sábado e a maior parte de domingo de puro silêncio. Mas nesse domingo maravilhoso, já de manhazinha chega à notícia, Cristo Ressuscitou, e Vivo está.

Quando olhamos para sua ressurreição, não vemos apenas um Homem que volta a viver, vemos que todos os que quiserem podem ressuscitar com Ele.

Sei que um dia Ele caminhou humilhado, sob extremo sofrimento para hoje andarmos de cabeça erguida e aliviada.

Não existe nenhum tipo de acusação sobre nós, nem a morte nos amedronta.

Podemos olhar para o futuro e ter certeza de que estamos garantidos, pois existe um marco que foi fixado á mais dois mil anos, que qualquer coisa que poderia nos ameaçar foi retirada e esquecida.

E esse é o motivo de nosso canto.

Nossa celebração é para um Deus grandioso, magnífico que se rebaixou à condição humana para provar que nos ama, que por nós morreu, e venceu a morte.

Para ser adorado e exaltado.

  Aleluia! Cristo ressuscitou e vivo está!

http://www.youtube.com/watch?v=RVw2uuJif5A&feature=related

 Jessé

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julho 5, 2010   Nenhum Comentário

Cabo da Boa Esperança

A história das grandes navegações sempre exerce grande facínio naquelas que a observam atentamente. Ela está repleta de episódios sombrios, de feitos memoráveis e de acontecimentos que transformaram profundamente a história da humanidade.

Dentre eles está o contorno do Cabo das Tormentas, pelo navegador português Bartolomeu Dias, em 1488.

Para a época, segundo a história oficial, um “feito heróico” e muito valioso.

Não é meu objetivo encobrir os desmandos resultantes da política expansionista ultramarina. Não!

Você deve estar se perguntando: por que falar justamente sobre o Cabo das Tormentas e associá-lo a alguma aplicação na vida prática, ao nosso cotidiano?

O fato é que a morte permanece um mistério para muitos. Será a morte o fim de tudo? Será uma “passagem”? O começo de um novo ciclo? O “cabo” que todos nós, um dia, teremos que contornar?

E é justamente aqui que peço a permissão de vocês para tomar emprestado o “movimento da troca dos nomes do ponto geográfico” por parte do rei D. João II de Portugal. Explico.

Quando Bartolomeu Dias conseguiu contornar o Sul da costa africana, achando, assim, a ligação entre os Oceanos Atlântico e Índico, batizou o ponto geográfico de Cabo das Tormentas, pois as “tormentas”, ou seja, os grandes vendavais e as tempestades açoitavam veementemente as duas caravelas e a naveta que estavam sob o seu comando.

Mas o rei D. João II, conhecido pelo seu pulso firme contra as conspirações da aristocracia portuguesa, pela forma como fazia justiça com as próprias mãos, e por isso chamado de “O Príncipe Perfeito”, mudou o nome do Cabo das Tormentas para “Cabo da Boa Esperança”, por acreditar que o achado seria o marco de uma nova era na expansão ultramarina portuguesa e por ser a nova esperança de se chegar à Índia. Não foi só a mudança do topônimo em si, mas uma injeção de ânimo no imaginário coletivo do seu povo.

Eu e você podemos nos comparar a navegadores e navegadoras que precisam desbravar esse imenso Oceano que se chama vida!

E a morte não pode ser mais encarada como o fim de tudo. Não! E senta vezes sete, não!

Só para lembrá-los, permitam-me citar o Apóstolo São Paulo, ao falar sobre a morte:

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”(1 Co 15. 55-57);

“Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte”? (Rm 7. 24);

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8. 18);

“Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos” (Rm 8. 24-25);

“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8. 31-39).

Ao contrário do rei D. João II, Raboni fez tudo por Amor, injetando, assim, de uma vez por todas, Esperança para todas as pessoas de “todas as tribos, povos, raças, culturas, línguas e nações, no tempo e no espaço”.

Como contornar o Cabo que se chama morte?

É só atentar para a os sinais deixados por Raboni e segui-lo!

A final de contas, a morte foi vencida e o caminho para se chegar ao ETERNO Oceano do Amor revelado para todos!

Agora é com você, uma vez que Raboni já “mudou” o nome da morte, nos dando Esperança e nos mostrando a passagem para “vida eterna”!

Por mais altas que sejam as ondas, por mais fortes que sejam os ventos e mesmo que o céu desabe em águas temos que seguir navegando até chegar ao ETERNO, que é nosso Porto Seguro.

Abração a Todos!

http://www.ultimato.com.br/?pg=mural&local=mural_show&util=1&registro=2503

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julho 1, 2010   Nenhum Comentário