by Lucas Lujan
A Betesda é conhecida por seu caráter reflexivo e crítico. E as pessoas que caminham com ela acabam assumindo esse perfil: aprendem a olhar para as coisas com mais critério, a fazer leituras da sociedade e do fenômeno religioso com mais profundidade, desprezando raciocínios e explicações simplistas. Em outras palavras, ela investe na formação da consciência crítica de todos os seus membros, para que se tornem sujeitos históricos, emancipados, responsáveis por suas decisões e conduta.
Uma das maneiras de investir nesse tipo de formação é a indicação constante de livros para leitura, apoiada pela livraria da Doxa, que disponibiliza vários títulos e autores importantes, além da própria pregação, que sempre tem caráter de profunda reflexão, e a autoria de vários livros que dão subsídios para a caminhada.
Nos últimos dois anos, a Betesda indicou vários livros para leitura, por exemplo: A mensagem secreta de Jesus e Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren; O Evangelho Maltrapilho, de Brennan Manning; Que tipo de pessoas você quer ser?, de Harold Kushner; Cristãos ricos em tempo de fome; de Ronald Sider; Se Deus existe, por que há pobreza e Um caminho espiritual para a felicidade, de Jung Mo Sung; Piedade Pervertida, de Ricardo Quadros Gouvêa; Repintando a Igreja, de Rob Bell; Religião e Repressão, de Rubem Alves; entre outros.
A Betesda acredita na leitura como emancipadora do ser humano. Acredita que a leitura forma pessoas melhores, mais críticas e mais profundas.
A importância da consciência crítica foi afirmada por Jesus.
Jesus era uma pessoa de consciência crítica apurada, que fazia leituras profundas sobre sua sociedade e as expressões religiosas correntes, e por isso, conseguiu se posicionar contra movimentos opressores, de “idiotização popular” e de falsa espiritualidade. Por sua profunda forma de pensar e entender o mundo, conseguiu provocar mudanças históricas, que estão entre nós até hoje, depois de dois milênios.
Enfim, a excelente oficina do Pavarini veio para afirmar coisas que já fazem parte da nossa pespectiva como igreja, para jogar mais luz em outras e para nos lembrar a importância da leitura em nossa formação pessoal.
by Thiago Bomfim
by Wendel Cavalcante
Em matéria publicada no Jornal O Povo do dia 04/o8/2009, no artigo intitulado “Silêncio aterrorizante”, a jornalista Adísia Sá nos provoca a refletirmos sobre os movimentos com presença massiva de jovens. Explico.
Referido artigo faz uma comparação entre uma micareta (carnaval fora de época) e um outro evento de cunho religioso, e denuncia, de forma não positiva, a pobreza de linguagem, ou ainda, nas palavras da jornalista, “a ausência de linguagem, ou seja, falta de conversas, troca de ideias”.
E o que estaria acontecendo com os nossos jovens? Seria esse um período de letargia, indiferença, acomodação? Estariam os jovens “encabrestados intelectual e emocionalmente”, como sugere a jornalista?
Seria esse o “neoapelo”: entretenimento e leite?
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