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Mas o que é “vida abundante”?
Jesus disse que veio para que tivéssemos vida e vida abundante. Tenho entendido que só encontramos essa vida abundante num verdadeiro relacionamento com Deus, com o Criador. Nada que foi criado tem o poder de aplacar o vazio que há em nossa alma. Nada que façamos, um novo carro, uma nova viagem, pessoas, muitos amigos, festas, nada vai trazer a satisfação plena que nós, seres criados, encontramos no nosso Criador.
Somente quanto iniciamos um relacionamento onde buscamos abrir nossa alma e vida para Deus, e somos sinceros com nós mesmos, é que percebemos verdadeiramente a vida abundante que Jesus falou e viveu. E quando vivemos essa vida abundante temos a oportunidade de ser agentes transformadores do caos do sistema no qual estamos inseridos. Temos a oportunidade de levar as Boas Novas a todos os cantos por onde passamos.
setembro 2, 2009 1 Comment
Quando a Terra parou
Eram quatro horas da tarde.
O sol ainda estava na posição do meio-dia.
Eram seis horas da tarde.
O sol ainda estava na posição do meio-dia.
Eram oito horas da noite.
O sol ainda estava na posição do meio-dia.
Agora é meia-noite.
E o sol brilha forte.
Estou com sono, mas o sol escaldante atravessa a cortina do meu quarto e atravessa minhas pálpebras.
Desejo o escuro tentando cobrir minha cabeça com o cobertor, mas está muito quente.
Estou cansado. Preciso dormir e esquecer as complicações do dia.
Mas não consigo.
Agora já são duas da manhã e o sol ainda é extremamente claro lá fora.
Abro a janela para esbravejar contra tudo e todos e contra o sol.
Mas não vejo o sol.
De onde vem esta luz que não me deixa dormir em paz?
Lá fora haviam coisas as quais nunca tinha visto na escuridão da noite.
Decidi sair para conhecer então o que a noite me escondeu por tanto tempo.
agosto 31, 2009 1 Comment
Detalhes da vida
O sol deu o ar da graça. Feixes luminosos atravessaram os vãos da persiana de ferro na janela do quarto branco. Os discos e CD’s pendurados na parede refletiram o ambiente. Uma cama desarrumada com seu dono sentado sobre ela respirando profundamente o frescor do novo dia. O silêncio absoluto e tranquilo era quebrado apenas pelo som do respirar e dispersas notas cantadas por passarinhos.
Saindo de casa, a tranquilidade continua. Uma senhora passeia com seu cachorro. O Bar da frente começa a abrir as portas para receber seus fiéis fregueses. O vizinho sai para comprar carvão, enquanto seu cunhado começa a preparar a churrasqueira.
O carro segue pelas ruas praticamente vazias e silenciosas. A trilha sonora parece completar a cena cinematográfica. O asfalto dourado pelo sol, os vidros das casas parecem espelhos que devolvem ao astro reluzente um pouco do ar gracioso que ele trouxera no começo de tudo ao passo que o motorista e o passageiro relaxam apreciando o som de Shine, tocado pelo The Skies of America.
No farol brilhando a luz vermelha, o automóvel pára. Uma senhora mulata, de cabelos brancos, usando um simples mas elegante vestido verde, atravessa a rua com seus dois netinhos, um menino e uma menina que, saltitando e cantarolando de mãos dadas com a idosa, seguem para a pequenina igreja da esquina.
A paz e a serenidade davam conta de expor a plenitude da vida. A riqueza da existência demonstrada em comum simplicidade. Quem que É o que É refletido seres que nem sempre são assim, nem sempre são o que são. A paz do Ser que faz tremer a terra, mover montanhas, o Todo Poderoso, apresentada no silêncio. Detalhes da vida. Numa maravilhosa manhã de domingo.
agosto 31, 2009 No Comments
Um Deus pessoal
Lembro-me de um colega seminarista que, quando iniciara seus estudos teológicos buscava apenas conhecer mais a Deus. No entanto, sua conduta ao longo do curso era muito interessante: a cada nova disciplina ele incorporava a teologia estudada. Um semestre ele era arminiano, no outro calvinista, no outro universalista.
Assim foi sua vida acadêmica até que, em um momento, ele entrou em crise. Percebeu que não possuía uma teologia própria, que passara o tempo todo vivendo a verdade dos outros.
Todos buscamos uma verdade absoluta sobre Deus. É uma tendência humana da qual não escapamos. No seminário, essa busca confunde-se em meio às muitas visões de Deus apresentadas. Na Bíblia, quando Deus se revelou a Moisés no deserto, ele se revelou totalmente inserido no contexto dele.
Totalmente dentro do universo no qual ele estava vivendo. Sarça pegar fogo no deserto não tem nada de especial, até hoje isso acontece devido o calor e as folhas secas. A diferença é que Moisés teve um encontro pessoal com Deus naquele momento.
Tenho entendido que Deus se revelar no contexto de cada povo, de cada pessoa é o que fascina nossa caminhada teológica. Deus se revelou aos reis magos através da estrela. Aos pastores que visitaram o Cristo recém-nascido através do estábulo onde o nazareno nasceu, para Pedro, dentro do seu contexto de pescador, convidando-o para pescar homens.
Deus se revela a partir do nosso contexto e entendimento. O desafio maior para cada um de nós estudantes de teologia é buscar o “navegar” em meio as revelações de cada teólogo ou pensador, de cada homem que se dispõe a caminhar e a construir uma relação com o Criador. Ser tolerante com cada entendimento e perceber que devemos estar ouvindo ou lendo a teologia de alguém com o coração de estudante, de pesquisador. De alguém, que busca admirar como Deus tem se revelado na vida do pensador em questão.
Em meio às construções de cada um, devemos iniciar a construção da nossa teologia, da nossa própria teologia. Esse é o desafio.
agosto 31, 2009 1 Comment
OFICINA JB – Pavarini

agosto 24, 2009 1 Comment
A vida sem amor
”A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A justiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avarento.
A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te.
A lei sem amor, escraviza-te.
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A vida sem AMOR… não tem sentido!”
(Desconhecido)
agosto 19, 2009 1 Comment
II Fórum Juventude Betesda – CE

agosto 14, 2009 1 Comment
É pra já
Imagem Extraída de:
http://ancestral.zip.net/arch2007-03-04_2007-03-10.html
É pra já, não vá parar!!!
Não há mais tempo de se perder tempo
Aliás, dinheiro faz o momento.
Se existe algo a se atravancar,
Que seja o ponteiro do relógio, devorador do ganhar.
Bem depressa, vá trabalhar!!!
A taquicardia tem suas razões
Estresse e fadiga substituíram grandes surpresas e emoções.
A doença é existencial,
Produzida na alma que consome o resto mortal.
Vamos lá, atenda o celular!!!
Não mastigue, levante-se e deixe a mesa de bar
O dever é a jóia reluzente que ofusca o relacionar.
Faça escambo, troque os supérfluos,
Entregue indivíduos nas mãos de sistemas, dogmas e vácuos.
Seja breve, nem tente pensar!!!
Não se perca em dialogar, compartilhar
Pule obstáculos, procure a obsessão de se realizar.
Feche os olhos e não ande na contramão,
Tape os ouvidos e nem ouça o som da razão,
Apenas siga se orientando pelas placas da multidão.
É agora, pare de se alimentar!!!
Comece outra dieta, sirva-se de pílulas
Faça cirurgias, compre poções mágicas e prenda as mandíbulas.
Despreze o natural, escravize-se na moda do idealismo
Não corra, não caminhe, aplauda o sedentarismo
Petrifique o percurso e exalte o imediatismo
Chegou a hora, queira se abarrotar!!!
Preencha todas as lacunas da agenda
Seja ativista e se entregue para venda.
Conquiste o mundo, encarne papéis
Não tema a encenação dos mais cruéis.
Desça rápido, até que enfim!!!
Não se perturbe com um poema assim
Use a leitura dinâmica e não coma capim.
Decrete o luto para a solidão e quietude
Seja parceiro ávido pela finitude.
Encante-se com a ausência do silêncio
E não se encontre com o divino, Sr. Inocêncio!!!
Afinal, não é pra já?
agosto 12, 2009 1 Comment


