O Nosso Culto
junho 29, 2010 1 Comentário
Sobre ferrolhos
Dentre os muitos ensinamentos contidos nos Provérbios de Salomão, existe um que me chama a atenção por falar nos ferrolhos.
“O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos dum palácio” (Pv 18.19).
Quando assisti o filme “O Senhor dos Anéis: As duas Torres”, lembrei-me imediatamente do provérbio acima. As cidades, que também eram fortalezas, só eram tomadas à força. A energia e o grande número de guerreiros mobilizados nas incursões era algo absurdamente descomunal. Agora, imagine eu ou você tendo que empregar tamanha força para reconquistar um irmão ou um amigo ofendido…!
Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram. O outro, ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia: hoje, meu melhor amigo me bateu no rosto. Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra: hoje, meu melhor amigo salvou-me a vida. Intrigado, o amigo perguntou: Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra? Sorrindo, o outro amigo respondeu: Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar!
É… Essa lenda anotei na minha agenda alguns dias depois que um amigo me disse que eu era um peso na vida dele. Mas nem sempre os irmãos ofendidos estão dispostos a abrirem os ferrolhos de seus palácios. E o que fazer nesses trechos da estrada? Deixar-se levar pela lógica de que “a vida sempre foi um perde-ganha, quem não bate apanha; e isso é natural”? Ou fazer como aquele pai , que esperava o filho que se foi levando parte dos bens da família, e ao avistá-lo ainda quando estava longe, se moveu de íntima compaixão, correu ao seu encontro e o abraçou e o beijou?
Tenho procurado abrir os muitos ferrolhos do meu palácio. Confesso que não é uma coisa fácil de se fazer. É algo doloroso de imediato. Mas que ao abrir da porta torna-se libertador!
Abração a todos!
Wendel Cavalcante
http://www.ultimato.com.br/?pg=mural&local=mural_show&util=1®istro=1044
fevereiro 3, 2010 3 Comentários
Emaús fica ali bem perto!
Uma das últimas narrativas encontradas no Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas é a viagem de dois discípulos de Jerusalém à Emaús.
O contexto tod@s nós já sabemos: Jesus havia sido crucificado e já eram passados três dias desde a sua morte. A esperança estava perdida. A tão sonhada libertação da opressão do Império Romano não mais aconteceria.
Raboni, então, ressussita, aparece para seus amigos e discípulos e reaquece a chama da esperança deles!
Mas gostaria de chamar a sua atenção para um detalhe: a narrativa de São Lucas mostra que dois de seus discípulos retornaram para o povoado onde moravam. Acabada a esperança, disseram um para o outro, imagino: “Emaús fica ali bem perto. Vamos voltar para lá, então!”
Aqui pergunto a você: não é essa a nossa primeira reação quando nos deparamos com uma grande frustração que acaba com nossa esperança?
Como curioso que sou, fui buscar o significa da palavra “Emaús”. Para minha surpresa, me deparei, então, com alguns significados: “fonte ou águas quentes”; “águas termais”; “banho quente”. Mas teve um que chamou minha atenção: “Emaús” significa “busca de conselho”.
E foi aqui que percebi uma grande lição contida nessa narrativa: Raboni se aproxima da gente, nos ouve com paciência, pergunta o que nos aflige e nos dá o bom conselho no caminho!
Quanto a partir o pão, Ele está sempre disposto a fazê-lo. Basta que você o convide, a exemplo dos dois discípulos que caminhavam com Ele na estrada que ligava Jerusalém a Emaús e tão bem musicou o poeta Antonio Rivera:
“Fica Senhor, já se faz tarde
Tens meu coração para pousar
Faz em mim morada permanente
Fica Senhor, fica Senhor, meu Salvador”
E que em 2010 sejam renovados na sua vida a Fé, a Esperança e o Amor!
Abração a tod@s!
Wendel Cavalcante
fevereiro 1, 2010 2 Comentários
Carta Aberta aos Jovens da Minha Igreja

Meus amigos,
Quero expressar como estou feliz com a nossa juventude, com os nossos grupos, com a nossa liderança e o modo como temos caminhado nesse tempo. Não significa que estamos perfeitos, ou que não tenhamos coisas a serem melhoradas. O fato é que estou feliz conosco e isso é, pra mim, justamente o que me motiva a melhorar. Os desafios ainda nos são grandes, mas o modo como temos vivido é e tem sido tão bom que eu creio que passaremos por muitas barreiras juntos.
Nossa caminhada não foi e não será fácil. Somos uma igreja que já participou de vários momentos difíceis, no mínimo: tivemos grandes pastores e ao mesmo tempo não os tivemos porque eles precisavam cuidar da presidência da igreja aqui no ceará, ou tiveram que seguir para outros projetos; já tivemos em outros prédios e quase perdemos aquele hoje temos; passamos por divisões e conflitos, nos quais éramos igreja sede e mãe que precisava cuidar das demais; em alguns momentos nossa juventude parou, em outros ela não se calou…
Passadas algumas tempestades, olha como está nossa juventude. Recentemente, já brigamos porque não concordávamos uns com os outros, já discutimos porque uns queriam o fogo e outros a brisa, já nos desentendemos porque uns não toleravam e outros não toleravam os intolerantes, já quisemos nos afastar porque não agüentávamos tanta discordância… A diferença às vezes é tremenda mesmo!
Mas olha como anda a nossa juventude! A gente parece que anda descobrindo a paciência que há no amor, parece que estamos dispostos a caminhar; estamos descobrindo que Deus anda tanto no fogo quanto na brisa; que uma característica do amor é a benevolência, tolerância em todos os sentidos, que em meio às diferenças deve sempre pairar o amor. Descobrimos isso porque nos permitimos ouvir, deixamos que o diferente ao falar doesse e fizesse eco em nosso coração (às vezes as dores eram grandes mesmo). Mas, como um dia falei, é na convivência e acolhimento da diferença que seremos fortes, e citei o fato sobre minha avó, com que eu vivia brigando, mas que hoje sabemos o quanto nos amamos. Ao ver nossas diferenças, olho para o futuro e sonho com a igreja que teremos e os frutos que colheremos com essas sementes plantadas.
Ontem (dia 28/12/2009) foi maravilhosa a nossa reunião para organização do acampamento. Saí Dalí muito satisfeito com a maneira como conduzimos a nossa reunião e com os pontos a que chegamos. Teremos um retiro que será verdadeiramente expressão de quem somos, uma juventude rica em valores, em cultura, em animação, em espiritualidade, em amor, em diferença! Teremos um retiro que será capaz de apontar para nós mesmos o reino de Deus entre nós e já temos visto e vivido isso. Nunca antes me vi em expressão mais bela do corpo de cristo, o corpo; somos partes diferentes, mas que agem em favor de um mesmo bem, Jesus Cristo.
Espero de nós que não estanquemos, que não congelemos nem nos pensemos perfeitos; temos muitos lugares a chegar. Que possamos cada vez mais cuidar daquele que nos bate a porta, seja negro, índio, branco, pobre, rico, homem, mulher, hetero ou homo… igual ou diferente. Temos aprendido (n)o caminho, por isso não desanimemos. Não desanimemos quando parecermos diferentes nem quando discutirmos sobre opiniões diferentes, o caminho do amor, que temos seguido, nos guiará.
Mais uma vez, eu digo, não é que estamos bons o suficientes, mas é que a felicidade não é um lugar aonde chegar, nem Jesus é um ponto de chegada, são, antes, o modo de caminhar e o caminho! Por isso, me alegro, pois mesmo que ainda estejamos no começo da caminhada, estamos no caminho! Sigamos em frente!
Amo vocês!
Iago Cavalcante Araújo
Fortaleza, 29 de Dezembrode 2009
janeiro 18, 2010 2 Comentários
QUAL NATAL?
Qual o significado do natal para você?
Será que se resume a um evento pontual de harmonia, porém, para um único dia? Ou, está mais para uma reunião entre familiares e amigos que irão comer e beber muito e, trocar presentes?
A nossa sociedade é motivada pela cultura ocidental a qual está inserida e, conseqüentemente, consumista e individualista. Motivada pela busca de interesses para o seu próprio prazer. Fazer o bem para o outro tem sido cada dia mais motivado para autopromoção ou para tirar o peso da consciência da obrigação, de fazer algo que lhe é devido, como penitência. Para muitos fazer o bem pelo bem não tem o menor sentido. Para estes há necessidade de algo em troca, de algum bem ou de favores.
Milhões de pessoas “mortas” e sem expectativa de vida, sobrevivendo dos restos que a ninguém interessa a não ser a estes que não tem escolha. Pregadores prometendo uma vida melhor no futuro e, ignorando uma realidade que se finge não se ver. O resultado disso tudo com conseqüências desastrosas. Pois, uma parcela significativa da população está descrente e desesperançosa, não necessariamente de deus, porém, na forma do deus que tem sido apresentado. Um deus distante e indiferente á sua dor e ao seu sofrimento, que exige sacrifícios para alcançar alguma graça.
Diante disso, precisamos que nosso natal tenha o significado que lhe é próprio: o nascimento de um menino, um menino especial. Que demonstrou a possibilidade de lutarmos contra nossa cultura corrompida que, ironicamente, se diz cristã.
Necessitamos apresentar o Deus cristão que se encarnou, em um lar simples de pessoas simples e humildes. Pessoas que, mesmo sem entender no primeiro momento, depositaram suas esperanças em um menino mal compreendido, porém, cheio de um espírito que podemos dizer, ímpar.
“ele é a eterna criança, o Deus que faltava.
ele é o humano que é natural,
ele é o divino que sorri e que brinca.
e por isso é que eu sei com toda a certeza
que ele é o menino Jesus verdadeiro” Fernando Pessoa
A fragilidade deste menino que não teve pai, pois, José que era carpinteiro
não era pai dele e a sua mãe nunca havia amado antes de tê-lo concebido. Apesar disso, diante de um destino que, aparentemente, estava traçado para ser infeliz, não se resignou com isso. Pregou a bondade e o respeito pelo outro. Cresceu e nunca se cansou de lutar pela causa do o pobre, do moribundo e do injustiçado. E, esteve sempre junto, dando esperança e anunciado o reino de Deus como prática de vida, mesmo sabendo que, agindo assim, seu destino fosse à morte de cruz.
Nosso Natal precisa ser diferente. Os Jovens Betesda quer contar com você.
Qual natal você quer celebrar?
janeiro 18, 2010 Nenhum Comentário
O velho e a flor
Vinicius de Moraes
Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.
Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:
O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
dezembro 23, 2009 1 Comentário
Nasceu Jesus
Faltava conhecimento
Nasceu a verdade
O divino encarnado
A ciência nunca ira vê
O caos era o mundo
Nasceu a harmonia
Vida reformulada
Ambos tiveram sentido
Na terra da morte
Nasceu a vida
Aos mortos houve guarida
À vida encontrou finalidade
Em extremo desespero
Nasceu a esperança
Homens festejando
Os dois fizeram parte da criança
Do futuro os magos falavam
Nasceu o destino
O aleatório tornou-se lindo
Os magos o presentearam
Ainda em trevas
Nasceu a luz
O mundo se desviava
O norte foi uma cruz
Entre os malvados
Nasceu o amor
O mal foi destacado
E logo conheceu o terror
Em tempos de guerra
Nasceu a paz
Foi rejeitado na terra
Coexistir ainda é incapaz
Os deuses eram esperados
Nasceu o menino
Logo foi discriminado
E todos conheceram o divino
No lugar em que nasceu
Foi lá que viveu
Próximo d’ali morreu
Mas depois reviveu
Jessé Soares
dezembro 21, 2009 Nenhum Comentário
Tempo para tudo
Para tudo há um tempo
Tempo de nascer e viver
E vivendo viva com dignidade
Tempo de crescer e criar responsabilidades
O tempo de falar a verdade é o tempo todo
Tempo de deixar de ser peso morto e de ser a mesmas pessoas de anos atrás
Tempo de evoluir, mudar ás reclamações, abandonar falhas antigas.
Tempo de descobrir á vida como algo sério
Tempo de agir como se Deus realmente existe
Tempo de descobrir que o fazemos não está encoberto, existe desdobramentos eterno
Tempo de enxergar que o hoje já é parte da eternidade, por isso não a comprometa
Há tempo de cantar, dançar e até falar bobagem e agora não é esse tempo
Tempo de assistir filme
Tempo de deitar e descansar
Tempo de se levantar fazer algo pelo próximo
Tempo de trabalhar e pagar suas próprias contas
Tempo de amar e deixar ser amado
Tempo de confiar
Tempo de confessar
Tempo de ser exortado
Tempo de exortar
Tempo de olhar as estrelas, ouvir o sabiá e escrever uma musica
Viva cada fase de sua vida com intensidade e sinceridade
Dando a cada momento seu devido tempo
E se para tudo há um tempo
Tem também o tempo de morrer
E morrendo morra com dignidade
JESSÉ
dezembro 16, 2009 Nenhum Comentário
A vida no coração do mundo
O sábio não tem coração estreito;
Inclui no seu coração os corações dos outros.
Ele é bom com os bons
E bom também com os não-bons,
Porque sua íntima atitude
Só lhe permite ser bom.
Ele é honesto com os honestos
E honesto também com os desonestos,
Porque seu íntimo ser só lhe permite
Ser honesto com todos.
Ele vive retirado,
Mas a sua vida está aberta de par em par
A todos os homens.
Os olhos e os ouvidos dos homens
Se voltam para ele, estupefatos –
Ele vê seus filhos em todos.
dezembro 14, 2009 Nenhum Comentário
O Céu e o inferno
Escrito por William Borges Romanini
Encontrava-me indo para o serviço logo cedo, por volta das 7h da manhã, dentro do trem – aquele trem vazio que o povo de São Paulo é obrigado a pegar para ir trabalhar – quando reparei numa pessoa se contorcendo para conseguir ler um jornal, onde a capa estampava a notícia: “Protesto contra governador evangélico continua”.
Quando me deparo com este tipo de situação, começam vir palavras, essas formam frases, e posteriormente pensamentos inteiros. Minha mente protestante, crítica, e meio louca insiste em falar: “- escreve isso”. E cá estou escrevendo.
Talvez escrever sobre isso nem valha a pena, talvez nem sirva pra nada, talvez sirva mesmo só pra eu olhar esse texto daqui a um tempo e ver “quanta besteira eu escrevi”.
Mas de momento é uma forma de gravar um desabafo que cansa cada vez mais, quando vejo e escuto essas coisas.
Fato é que cada vez mais aparecem escândalos envolvendo os “ungidos” do Senhor, esses detentores da verdade única, conhecedores da forma de serem salvos, esses mesmos que deveriam ser o sal da terra, luz para o mundo, etc. Seria isso um sinal apocalíptico do fim dos tempos? 2012 está logo aí. Será que Jesus está voltando?
Creio que ele nem foi, que está sempre conosco, mas isso deixa pra lá, o assunto aqui é outro.
Vamos entrar no tópico principal. Ultimamente tenho conversado sobre o nosso suposto destino eterno, sobre céu e inferno, ou seja, coisas que crente normalmente conversa. Alguma vez cheguei a dar umas declarações que podem chocar os mais conservadores, mas não é falar o que importa, mas sim o como falar. Aprendi isso a pouco.
De acordo com o linguajar “crentês popular”, para garantir sua passagem para o céu e viver eternamente no paraíso, basta reconhecer, dizer em voz alta que o “Senhor é meu único salvador”. Que somente obras não levam ninguém para o céu, e sim condenam ao inferno – aquele mesmo criado por Dante, o do fogo eterno, lago de enxofre e um ser vermelho com chifrinhos o espetando. Bem criativo, porém contraditório quando nos deparamos com a realidade vivida nos dias de hoje.
Com toda certeza, se nos perguntarmos para onde queremos ir, a resposta será o céu, lógico. Mas eu me atrevi a escolher o inferno. Não esse do enxofre, claro que não, também não sou tão besta assim. Escolhi aquele inferno onde está Gandhi, Madre Tereza, e um punhado de pessoas assim, aquele inferno onde não vou encontrar esses políticos evangélicos, pois os mesmo já levantaram a mão e supostamente estarão em outro lugar – seguindo essa lógica.
Tal afirmação minha pode ser forte: “nossa!, um crente que quer ir para o inferno”. Sim, é isso mesmo – se usar essa lógica.
Mas no fundo não acredito nessa lógica, essa mesma na minha visão foi criada por homens. Como muitas outras “coisas” que hoje são tidas como vontade de Deus, o Soberano, Criador, Pai amoroso, mas que pra mim são pensamentos humanos, criados da estrutura nossa, que é pó, e assim sujeita a falhas. Talvez nem falha, mas um ponto de vista apenas.
Jesus nos fala, “quem não está em mim já está em trevas!”. Creio que Jesus não está se referindo á um destino pós morte, pois o verbo está no presente, e que esse estar Nele também não seja um cunho religioso – mas sou pó e sujeito a falhas.
Agora eu pergunto, será que esses políticos conseguem dormir em paz? Será que eles sentem aquela paz de Deus, provida de saber que não está devendo nada, saber que não está sacaneando? Aquela paz onde você se olha por dentro e não vê sujeira? Aquela paz onde você olha pra Deus e diz Senhor eis-me aqui? Será?
Você pode até falar assim: – “Mas com esse tipo de trevas até eu conviveria fácil”! Agora usando a psicologia inversa, com pontos diferentes, eu digo:
- Naquele inferno onde há pessoas não Cristãs por religião, mas por ter abraçado o ideal, a causa, a virtude, o espírito de Jesus… Ah! nesse eu viveria fácil, muito fácil!
dezembro 11, 2009 1 Comentário
