QUAL NATAL?
Qual o significado do natal para você?
Será que se resume a um evento pontual de harmonia, porém, para um único dia? Ou, está mais para uma reunião entre familiares e amigos que irão comer e beber muito e, trocar presentes?
A nossa sociedade é motivada pela cultura ocidental a qual está inserida e, conseqüentemente, consumista e individualista. Motivada pela busca de interesses para o seu próprio prazer. Fazer o bem para o outro tem sido cada dia mais motivado para autopromoção ou para tirar o peso da consciência da obrigação, de fazer algo que lhe é devido, como penitência. Para muitos fazer o bem pelo bem não tem o menor sentido. Para estes há necessidade de algo em troca, de algum bem ou de favores.
Milhões de pessoas “mortas” e sem expectativa de vida, sobrevivendo dos restos que a ninguém interessa a não ser a estes que não tem escolha. Pregadores prometendo uma vida melhor no futuro e, ignorando uma realidade que se finge não se ver. O resultado disso tudo com conseqüências desastrosas. Pois, uma parcela significativa da população está descrente e desesperançosa, não necessariamente de deus, porém, na forma do deus que tem sido apresentado. Um deus distante e indiferente á sua dor e ao seu sofrimento, que exige sacrifícios para alcançar alguma graça.
Diante disso, precisamos que nosso natal tenha o significado que lhe é próprio: o nascimento de um menino, um menino especial. Que demonstrou a possibilidade de lutarmos contra nossa cultura corrompida que, ironicamente, se diz cristã.
Necessitamos apresentar o Deus cristão que se encarnou, em um lar simples de pessoas simples e humildes. Pessoas que, mesmo sem entender no primeiro momento, depositaram suas esperanças em um menino mal compreendido, porém, cheio de um espírito que podemos dizer, ímpar.
“ele é a eterna criança, o Deus que faltava.
ele é o humano que é natural,
ele é o divino que sorri e que brinca.
e por isso é que eu sei com toda a certeza
que ele é o menino Jesus verdadeiro” Fernando Pessoa
A fragilidade deste menino que não teve pai, pois, José que era carpinteiro
não era pai dele e a sua mãe nunca havia amado antes de tê-lo concebido. Apesar disso, diante de um destino que, aparentemente, estava traçado para ser infeliz, não se resignou com isso. Pregou a bondade e o respeito pelo outro. Cresceu e nunca se cansou de lutar pela causa do o pobre, do moribundo e do injustiçado. E, esteve sempre junto, dando esperança e anunciado o reino de Deus como prática de vida, mesmo sabendo que, agindo assim, seu destino fosse à morte de cruz.
Nosso Natal precisa ser diferente. Os Jovens Betesda quer contar com você.
Qual natal você quer celebrar?

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