Todo ponto de vista é a vista de um ponto
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UM DIA FELIZ

Numa dessas noites normais tive um sonho anormal. Sonhei com um dia feliz.

Alias não sei ainda se era dia ou noite pois tanto o sol quanto a lua eram extremamente lindo de contemplar. Claridade, escuridão? Não fazia a menor diferença pois dormir era como viajar de férias, acordar era como comer a fruta favorita.

Nesse dia não existia adultos, apenas crianças e velhinhos. Os velhinhos não reclamavam e nunca sentiam dor apenas contavam piadas e subiam em arvores. As crianças cirandavam e gritavam no mais doce som de festa, não tinha hora de voltar para casa por que nesse dia relógio e despertador só serviam de enfeite. Os adultos na verdade existiam sim, mas como crianças grandes.

Nesse dia a chuva era canto gregoriano e cachoeira coral black, era um dia onde os amantes amavam e os amigos bebiam falando alto, não mentira pois nesse dia elas também não existiam, eles apenas valorizavam fatos que nunca existiram. O profano virou santo, o feio ficou bonito, toda loucura se fez sentido, Fernando Pessoa virou Jorge Ben Jor e todas poesias eram de amor e todas musicas eram de festa.

Foi nesse dia que jantar e almoço viraram uma coisa só, lentilha era sorvete e feijão era pé-de-moleque.
Nesse dia os sonhos não existiam pois ali todos eram realidades.

Então acordei.

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1 comment

1 maria do carmo { 09.12.09 at 18:28 }

Queria eu ter esses sonhos!!!
Maravilhoso, amei esse poema, faça o seu livro pela Doxa!!!!

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