Todo ponto de vista é a vista de um ponto
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Um monstro habita em mim

(Escrevi na época do caso Isabela)

Hoje eu não tenho sede e nem sonhos.
O amor se foi junto com o último suspiro.
Vejo mãos tremulas de vida louca.
Não espero a alvorada, só a angustia e esta também já me deixou.

Quem é esse que escreve sem objetivos, os dedos não sabem o que apertar.
Seria alguém completamente desprovido de todas as características humanas.
Vazio e oco, preste a ser cheio por qualquer coisa.
Um filme qualquer, uma piada de mau gosto.
Ou qualquer barulho que não me deixe sozinho.

Estou fora de mim, mas sinto tudo e tudo que não é bom.
Quero buscar um fim, mas não sei onde ele está.
Talvez saiba, mas não tenho coragem.

Existem horas que a mais bela canção é insossa.

O sol é só gás, o quadro é apenas um objeto.

Criança é só um adulto que vai crescer

E por fim escrever algo parecido com isso.

E se for assim não valerá apena.

Talvez seja melhor voar pela janela, do que um dia fazer outro voar.

As lágrimas são para fingir e buscar piedade

O sorriso para celebrar o crime perfeito.

A lealdade a mim mesmo, o amor a nada e o prazer a qualquer preço…

Humanos!?

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